Quando nos apaixonamos, ou estamos prestes a nos
apaixonar, qualquer coisinha que essa pessoa faz – se nos toca nas mãos
ou diz que foi bom nos ver, sem nós sabermos sequer se é verdade ou se
quer dizer alguma coisa — ela consegue nos levantar pela alma e nos leva
a pensar diversas coisas, nos enlouquece a cabeça, deixando-a tonta de
tão feliz e feliz de tão tonta. Aos poucos, esta pessoa nos ganha e de
quebra nos rouba o coração. Gostamos mais de estar com ela e fazer as
coisas mais chatas do mundo do que estar sozinho ou com qualquer outra
pessoa a fazer as coisas mais divertidas. As coisas continuam sendo
chatas mas é estar com ela que é divertido. Não importa onde estar ou o
que fazer, o que importa é estar com ela. O amor nunca fica resolvido
nem se alcança. Cada pormenor é dramático. De cada um tudo depende. Não é
qualquer gesto que pode ser romântico ou trágico. Todos os gestos são.
Sempre. É esse o medo. É essa a novidade. É assim o amor. Nunca podemos
contar com ele. É por isso que nos apaixonamos por quem nos apaixonamos.
Porque é uma grande, bendita distração vivermos assim. Com tanta sorte.
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